A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto que autoriza promotores a solicitarem ao juiz acesso a dados telefônicos e cadastros de redes sociais, em casos de risco de morte ou agressão física e psicológica contra criança, adolescente ou incapaz.
O texto aprovado foi o substitutivo elaborado pela relatora, deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), para o Projeto de Lei 1884/19, do deputado José Medeiros (PL-MT). Rogéria decidiu ampliar a abrangência da proposta original, além de fazer outras alterações.
Mudanças
“O novo dispositivo, para ser mais abrangente, deverá se referir não somente ao incapaz, mas também à criança e ao adolescente”, afirmou a relatora.
Rogéria Santos propôs ainda que a autorização valha para promotores com atuação em área cível ou criminal, “para evitar que, na prática, a regra tenha seus efeitos diminuídos, com riscos para a população vulnerável”.
Por fim, a deputada optou por inserir as alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente e não na Lei Orgânica do Ministério Público, como prevê o texto original.
A proposição é uma reapresentação de um projeto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos, do Senado, que investigou, de 2017 a 2018, irregularidades e crimes contra crianças e adolescentes, da qual José Medeiros foi relator.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será ainda analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Câmara Retrospectiva: deputados aprovaram repasse de parte da arrecadação com bets para a Polícia Federal
Câmara Projeto assegura informações de saúde para familiares de pacientes inconscientes
Câmara Projeto amplia transparência de títulos privados do agronegócio
Câmara Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação
Câmara Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau
Câmara Projeto permite bloqueio imediato de bens em suspeita de fraude financeira