O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Formoso (CBHRF) e a Associação de Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins - Aproest, assinaram nessa terça-feira, 9, acordo de cooperação com o Instituto Espinhaço – Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Socioambiental para recuperar 2 mil hectares de áreas degradadas, especialmente, no entorno de nascentes da Bacia do Rio Formoso.
OPró-Águas Rio Formosocontempla a restauração da vegetação do bioma Cerrado, com espécies florestais nativas e ações de conservação do solo e da água, além de recuperação de áreas degradadas, priorizando áreas críticas para a segurança hídrica.
“Eu tenho certeza absoluta do que aconteceu hoje, seguindo uma determinação do governador Wanderlei Barbosa, gerará resultados extremamente positivos para o meio ambiente e para todos nós tocantinenses”, ressaltou o secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, reiterando que o projeto segue a política de baixas emissões do Programa Jurisdicional de REDD+ que é, justamente, trabalhar a conservação do solo.
O projeto vai contemplar 18 municípios, são eles: Cristalândia, Lagoa da Confusão, Dueré, Formoso do Araguaia, Sandolândia, Araguaçu, Talismã, Alvorada, Figueirópolis, Cariri do Tocantins, Gurupi, Aliança do Tocantins, Crixás do Tocantins, Santa Rita do Tocantins e Nova Rosalândia.
Esses municípios correspondem, em seu conjunto, a 97% da área da Bacia Hidrográfica do Rio Formoso. Os municípios de Fátima, Oliveira de Fátima e Pium também serão beneficiados, já que contêm a fração mínima de aproximadamente 0,02% da Bacia do Rio.
O presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Cláudio Ferreira de Oliveira, destacou que as ações serão iniciadas imediatamente com o plantio das primeiras árvores. O projeto tem prazo de conclusão de cinco anos e será viabilizado com recursos da iniciativa privada. “OPró-Águas Rio Formosoé emblemático para o estado do Tocantins, porque pragmatiza uma política de recuperação e restauração vegetal em larga escala, produzindo água para a produção de alimentos”, acrescentou.
Bacia Hidrográfica.
A Bacia Hidrográfica do Rio Formoso é conhecida pelo seu grande potencial hidroagrícola e pelas grandes áreas de cultivos irrigados. O presidente da Aproeste, Wagno Milhomem, explica que um dos grandes desafios dos produtores rurais é garantir a segurança hídrica da região.
“Um projeto como este vem complementar um esforço nosso, já há vários anos, que é preservar cada vez mais estes mananciais e fazer com que a agricultura seja uma fator de preservação e produção sustentável”, enfatizou.
De acordo com as declarações do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e apresentadas pelo Instituto Espinhaço durante o evento, a Bacia do Rio Formoso apresenta 5.085 hectares de área de preservação permanentes degradadas, ou seja, passíveis do Programa de Regularização Ambiental (PARA).
O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Formoso, Jair da Costa Oliveira Filho, enfatizou a importância da ação. “O mais importante é que o projeto vai trabalhar diretamente com os produtores, com os proprietários da terra, fazendo a gestão dos recursos hídricos, produzindo água com sustentabilidade”, pontuou.
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