O senador Sergio Moro (União-PR) lamentou em pronunciamento nesta terça-feira (16) o assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, e defendeu medidas urgentes para garantir a proteção de agentes públicos, mesmo após a aposentadoria. Fontes foi alvo de uma emboscada atribuída ao crime organizado, em especial ao PCC, grupo que o delegado combateu durante a carreira.
— Nós não podemos perder essa guerra contra o crime organizado. E, para que nós não percamos essa batalha, nós precisamos proteger os agentes da lei que assumem os riscos de realizar esse enfrentamento — afirmou o senador.
Moro lembrou defendeu a aprovação de proposta sua, o Projeto de Lei (PL) 1.307/2023, que prevê proteção a policiais, promotores, juízes e demais agentes da lei aposentados que ainda estejam em situação de risco. O texto já foi aprovado nas comissões da Câmara e do Senado e aguarda votação no Plenário da Câmara. O senador ressaltou que o risco para esses profissionais não termina com a aposentadoria, podendo até aumentar, já que ficam mais expostos fora do serviço ativo.
— O risco não acaba com a inatividade, o risco não acaba com a aposentadoria. É exatamente o contrário: o risco se acentua, especialmente porque, fora da ativa, o policial, o juiz, o promotor deixa de circular tão frequentemente perante os círculos da Justiça ou da polícia e fica mais exposto — ressaltou.
O parlamentar também relembrou o trabalho conjunto com o ex-delegado na transferência de lideranças do PCC para presídios federais em 2019, quando o senador foi ministro da Justiça. Segundo Moro, a operação foi bem-sucedida e evitou reações violentas do crime organizado, contrariando previsões pessimistas da época. Ao encerrar o discurso, ele prestou solidariedade à família de Ruy Fontes e exaltou sua coragem no enfrentamento ao crime organizado.
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