O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu, em pronunciamento na quarta-feira (15), que governo federal pague uma UTI (unidade de terapia intensiva) aérea para trazer ao Brasil a mineira Fabíola da Costa, de 32 anos. Ela vive há seis anos com a família nos Estados Unidos, mas em setembro de 2024 sofreu um mal súbito e desde então encontra-se em estado vegetativo. A transferência custaria US$ 120 mil, o equivalente a R$ 680 mil.
— Esse fato toca profundamente o coração de todos nós. A família necessita urgentemente voltar ao Brasil, mas não possui condições financeiras para bancar uma UTI aérea exigida nesses casos. Estamos aqui falando de uma ajuda humanitária que deve ser feita pelo governo federal. Isso precisa acontecer com a brevidade que o caso requer — afirmou.
Girão também criticou o uso da Força Aérea Brasileira (FAB) para o transporte de autoridades. Ele citou o caso da ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia, condenada pela Justiça peruana a 15 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Em abril, ela recebeu asilo diplomático do Brasil e uma aeronave da FAB transportou-a para Brasília.
— Isso aí o governo Lula manda o avião da FAB buscar rapidinho: uma condenada corrupta. O ministro das Relações Exteriores justificou o deslocamento do avião da FAB ao Peru como uma questão humanitária naquela época. Poxa, se é humanitário aquilo, não é agora? Com Fabíola da Costa, é uma questão de dever moral. Não se pode negar, em absoluto, que se trata de uma questão, aí sim, verdadeiramente humanitária — disse.
No pronunciamento, Girão registrou que a oposição protocolou um pedido de impeachment contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar argumentou que a iniciativa tem como fundamento acusações de irregularidades que teriam sido cometidas pelo magistrado.
— Atividade político-partidária, violação à liberdade de expressão, vício de imparcialidade e conflito de interesses, extrapolação de competências na ADPF 1.178 [arguição de descumprimento de preceito fundamental que negou a validade de lei estrangeira no país], ou seja, uma série de barbaridades que foram cometidas. É o trabalho que a gente tem que fazer para que o Brasil volte a ter independência entre os Poderes, para que o Brasil volte a ter um Estado democrático de direito, que hoje a gente não tem — afirmou.
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