O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) realizou nesta sexta-feira, 31, o lançamento daOperação Piracema 2025/2026. A ação marca o início do período de proteção à reprodução dos peixes, que ocorre neste sábado, 1º de novembro, e segue até o dia 28 de fevereiro de 2026. Durante os próximos quatro meses, a pesca em rios, lagos e outros corpos d’água no estado está proibida.
A iniciativa tem como objetivos preservar as espécies nativas e garantir o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos, além de reforçar a fiscalização contra a pesca predatória.O fenômeno migratório da Piracema, período em que diversas espécies de peixes sobem os rios para desovar, é um processo natural essencial para a manutenção e o equilíbrio das populações de peixes nos ecossistemas aquáticos.
Durante o evento, foram apresentados os planos de fiscalização, ações educativas e orientações para pescadores e comunidades ribeirinhas, com a participação de autoridades e parceiros como o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), o Grupamento Aéreo da Polícia Militar do Tocantins (Graer/PMTO), a Marinha do Brasil, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Guarda Ambiental de Palmas, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), a Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepea), o Batalhão de Polícia Militar Rodoviário e Divisas (BPMRED),o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), além de representante da Colônia de pescadores.
O presidente do Naturatins, Cledson Lima,reforçou o papel do órgão diante dessas atividades. “As ações do Naturatins vão além da fiscalização, elas buscam informar e engajar a população sobre a preservação do meio ambiente e a proteção dos recursos pesqueiros. O trabalho educativo é desenvolvido em escolas e comunidades de pescadores em todo o estado, promovendo a conscientização sobre a importância da preservação das espécies aquáticas. Se a população estiver bem-informada, a incidência de crimes ambientais pode ser significativamente reduzida”, afirmou.
A operação segue até o final do período de defeso, contribuindo para a sustentabilidade dos recursos pesqueiros e para a conscientização sobre a importância da preservação ambiental.
O gerente de Fiscalização Ambiental, Cândido José dos Santos, destacou as principais iniciativas realizadas ao longo daOperação Piracema. “Durante as operações, são desenvolvidos os projetosColônias e Peixe +, estratégias de fiscalização aquática e terrestre, incluindo blitzes em pontos estratégicos, utilizando veículos e canoas. A operação será realizada em todas as regiões do estado, abrangendo rios federais e estaduais, com os objetivos de combater crimes ambientais e garantir a preservação das espécies. A expectativa é que, com essas ações, haja uma significativa redução nas infrações relacionadas à pesca durante o período de Piracema”, afirmou.
A representante da Colônia de Pescadores do Tocantins, Maria Creuza, comenta sobre o início da Piracema. “Esse momento é essencial para nós que dependemos da pesca no estado, cerca de 40 colônias e quase 8 mil pescadores, o que às vezes torna a preservação desafiadora. O momento da Piracema para a preservação das espécies é fundamental para as comunidades que utilizam a pesca como subsistência. A fiscalização ajuda com as informações mais claras sobre práticas de pesca, já que muitas pessoas estão desinformadas”, destacou.
O tenente-coronel do BPMA, Geraldo Magela Azevedo, reforçou a parceria com o órgão. “Estamos somando esforços para que possamos dar uma resposta positiva à sociedade e manter uma manutenção da consciência de preservação. Essa parceria com o Naturatins é essencial para reforçarmos os trabalhos desenvolvidos e promover ações de preservação ambiental”, ressaltou.
Exceções e regras
Embora a pesca esteja proibida na maioria das modalidades, algumas exceções incluem a pesca amadora esportiva na modalidadepesque e soltee a pesca de subsistência para ribeirinhos, desde que sem fins comerciais. A comercialização de peixes capturados de forma irregular estará sujeita à fiscalização rigorosa.
Os estabelecimentos que possuírem estoques de peixes congelados ou não, precisam declarar esses estoques até esta sexta-feira, 31, por meio do Sistema Integrado de Gerenciamento Ambiental (Sigam). Essa declaração é obrigatória para comprovar a origem do pescado em caso de fiscalização. O desrespeito às regras pode resultar em multa e apreensão de equipamentos e produtos.
A iniciativa do Governo do Tocantins, por meio do Naturatins, reforça a importância da colaboração da sociedade na preservação da biodiversidade local.
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