O senador Humberto Costa (PT-PE) criticou, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (30), as mudanças feitas pela comissão mista da Medida Provisória ( MP 1.154/2023 ) que reestruturou ministérios e órgãos da administração pública federal no início do governo Lula. O senador pediu que se "restabeleça o que a medida provisória definia".
O senador destacou que, durante a análise da matéria, foram remanejadas atribuições entre ministérios, em especial, dos Ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas.
O parlamentar acrescentou que a conversão do texto da MP pode comprometer programas de governo aprovados nas urnas, em função de "interesses corporativos, interesses de setores, interesses de movimentos, interesses empresariais". Humberto criticou também o risco de a matéria perder a validade e comprometer toda a estrutura administrativa implementada pelo governo, caso não haja tempo para concluir a votação até o dia primeiro de junho, prazo de vigência da MP.
—Vai terminar acontecendo de nós aqui, no Senado, termos que votar na véspera do período em que a medida provisória perde a sua validade. E aí volta a estrutura de governo do ex-presidente Bolsonaro, que é frontalmente oposta aos objetivos que o nosso programa de governo tinha e tem. [...] O relatório que foi aprovado pela comissão afronta o art. 84 da Constituição, que dá ao Presidente da República o poder para regulamentar o tema — avaliou o senador.
O parlamentar ressaltou que o Congresso Nacional pode se manifestar em alguns casos que sejam inconstitucionais, ilegais ou absurdos, mas extrapolou suas atribuições com "usurpação das prerrogativas do Presidente da República".
—Imagine o Presidente da República ou o Executivo querer definir como o Congresso Nacional deve se organizar, quantas comissões o Congresso deve ter, quantas o Senado deve ter para abordar as questões temáticas [...], não há fundamento legal para que isso ocorra —comparou.
O senador Humberto afirmou ainda que "a Câmara piorou o ambiente político", autorizando o desmatamento da Mata Atlântica e ao colocar em regime de urgência a votação do marco temporal para demarcação de terras indígenas (PL 490/07).
—Se essa opção que o Congresso fez de dizer onde deve ficar a demarcação de terras indígenas, onde deve ficar a política de meio ambiente, se isso não der certo, de quem é a responsabilidade? Se o governo, por essa estruturação, for incapaz de implementar os pontos que foram aprovados pela população brasileira, a culpa recairá sobre o Congresso Nacional, ou a responsabilidade vai ser atribuída ao Presidente da República? —questionou.
Senado Federal Expo Cordeiro é manifestação da cultura nacional, aprova CE
Senado Federal Sancionada lei que reajusta salários da segurança do DF
Senado Federal CAE aprova Política Nacional de Incentivo à Fabricação de Motores
Senado Federal MP libera R$ 330 milhões para subsidiar desconto no gás de cozinha
Senado Federal Livraria do Senado vende quase 10 mil livros na Bienal da Bahia
Senado Federal Girão defende rejeição de Jorge Messias para ministro do STF Mín. 24° Máx. 33°
Mín. 22° Máx. 32°
Chuvas esparsasMín. 23° Máx. 32°
Tempo nublado