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Curso de ‘Emergências Psiquiátricas’ para trabalhadores do Samu aborda intenção suicida

Última etapa do treinamento é fruto da parceria entre Núcleo de Educação em Urgências do Samu e Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas

04/05/2023 10h15
Por: Fonte: Prefeitura de Palmas - TO
Curso de ‘Emergências Psiquiátricas’ capacita trabalhadores do Samu - Fotógrafo:Regiane Rocha/Secom Palmas
Curso de ‘Emergências Psiquiátricas’ capacita trabalhadores do Samu - Fotógrafo:Regiane Rocha/Secom Palmas

Acontece nos dias 8 e 9 de maio, o Módulo II: ‘Abordagem ao paciente com intento suicida’ do curso de ‘Emergências Psiquiátricas’. Esta é a segunda e última etapa da formação iniciada no início de abril aos trabalhadores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A capacitação é uma iniciativa do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) em parceria com a Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp) e as aulas são realizadas das 8 às 18 horas, no auditório do Samu.

Durante o Módulo I: ‘Abordagem inicial ao paciente psiquiátrico', a palestrante convidada do Núcleo de Atendimento à Pessoa em Situação de Violência (Nuave) do Hospital Geral de Palmas (HGP), psicóloga Raphaella Pizani, falou sobre como uma pessoa comum chega ao ato de desespero de atentar contra a própria vida. “Qualquer um de nós pode adoecer a qualquer momento. São pessoas como eu e você que se sobrecarregam, acabam desorganizando psiquicamente e tem um evento de surto. É um momento que eu desisto de viver por uma crise, por um momento que não está sendo bacana e aí precisamos de ajuda e a psicofobia faz com que essas pessoas não consigam amparo”, explicou a psicóloga do Nuave, Raphaella Pizani. 

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Dados do Samu apontam que, somente em 2021, 60% dos atendimentos do Samu foram de emergências psiquiátricas. O médico coordenador-geral do Samu, Júlio Giancursi, observa que o atendimento ao paciente psiquiátrico na Capital vem aumentando nos últimos anos. “Desde 2015 quando entrei no Samu, a gente observa um fluxo cada vez maior de pacientes psiquiátricos. Não é uma coisa de agora não, a pandemia pode ter agravado pelo fato de ficar confinado em casa, o medo de adoecer e morrer, isso pode ter contribuído. Mas é uma demanda crescente, então temos que treinar as equipes sobre como abordar da melhor maneira possível, se preparar para receber esse paciente”, destacou.

 

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